Friday, October 19, 2007

Musculação e uso de esteróides anabolizantes Cad. Saúde Pública, , 18(3):1379-1387

O consumo de anabolizantes, especialmente entre jovens fisiculturistas e atletas, tem sido registrado com freqüência cada vez maior em vários países e diversos estudos têm demonstrado os danos à saúde causados pelo seu uso. Nos Estados Unidos, estudo populacional realizado em 1993 estimou em mais de um milhão o número de usuários de anabolizantes. O National Institute on Drug Abuse (NIDA, 2001) informa que a porcentagem de estudantes do curso secundário (high school) que utilizou estas substâncias cresceu nos últimos quatro anos, passando de 1,8% para 2,8. O aumento do consumo de suplementos alimentares e anabolizantes nessa população levou o governo norte-americano a lançar, no ano passado, uma campanha nacional para alertar os jovens dos perigos associados à sua utilização (NIDA, 2001).No Brasil, estudos que abordem o uso de anabolizantes são escassos, não existindo dados epidemiológicos que indiquem a extensão do consumo dessas substâncias. Alguns indícios, no entanto, sugerem que o uso de anabolizantes pode estar crescendo entre os jovens pertencentes a diferentes classes sociais, podendo representar, em breve, um importante problema de saúde pública. Segundo estimativa do CEBRID (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), o consumidor preferencial no Brasil está entre os 18 e 34 anos de idade e, em geral, é do sexo masculino. O interesse dos autores deste estudo pelo tema surgiu a partir do trabalho de redução de danos que o CETAD (Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas a Universidade Federal da Bahia) realiza em bairro populares de Salvador, e que sugere um elevado consumo de diversos tipos de anabolizantes entre jovens fisiculturistas (praticantes de exercícios físicos com pesos, que visam a modelagem do corpo através do desenvolvimento de massa muscular). MetodologiaO presente estudo aborda o problema do abuso de esteróides anabolizantes com uma perspectiva sócio-antropológica utilizando-se de métodos de pesquisa qualitativos. A pesquisa foi realizada em um bairro pobre de Salvador, que tem aproximadamente 60 mil habitantes, e cujo nome será omitido para preservar a privacidade dos informantes. Assim como outros bairros periféricos das grandes cidades brasileiras, esse possui uma infraestrutura urbana extremamente precária, caracterizada pela presença de esgotos a céu aberto, ausência de unidades de saúde e áreas de lazer. Somam-se à essa realidade, o alto índice de desemprego da população do bairro e a forte presença do comércio ilegal de drogas, intimamente associada ao aumento da violência urbana. Os dados analisados pelos autores foram produzidos empregando-se as seguintes técnicas:
1. grupo focal, realizado com dez usuários de anabolizantes de uma academia de musculação do bairro;
2. entrevistas em profundidade (semiestruturadas), realizadas com seis informantes-chave (cinco usuários de anabolizantes e um agente de saúde do CETAD), residentes no bairro;
3. relatos transcritos ao longo de dois anos nos diários de campo de dois agentes comunitários de saúde do CETAD e
4. observação sistemática realizada pelos pesquisadores em uma academia de musculação do bairro. Trata-se de uma academia popular, equipada de forma precária, mas freqüentada regularmente por cerca de 75 fisiculturistas. Os usuários da academia são jovens das classes populares, na sua grande maioria do sexo masculino, com idades que variam de 17 a 37 anos.
ResultadosUma dimensão da identidade positiva construída pelos fisiculturistas é a que enfatiza sua condição de atleta. Muito referida nas entrevistas, a percepção de si mesmo, enquanto atleta, é elemento de sua identidade capaz de opor-se à condição de desempregados/ desocupados em que muitos se encontram. O corpo torna-se então, um instrumento privilegiado, por meio do qual a pessoa busca reconstruir o Eu (Self), fortalecendo uma identidade fragilizada. A repercussão externa da imagem corporal projetada, passa a ser extremamente valorizada pelos fisiculturistas, que se percebem como possuidores de um corpo modelo, símbolo de masculinidade, admirado e invejado pelos homens, e desejado pelas mulheres.O aumento dos músculos e a sua manutenção, tornam-se uma obsessão para os fisiculturistas, que competem entre si, comparando suas medidas de braços e pernas e passando a não poupar esforços para atingir um corpo ideal.É presente no discurso dos informantes, uma freqüente insatisfação com suas medidas corporais, por maiores que essas sejam, o que remete à existência de uma dicotomia entre o corpo real e o corpo ideal. Se o corpo representa o envelope do sujeito subjetivamente constituído, entre os nossos informantes, a hiância (termo freqüente na literatura lacaniana, refere-se a uma ausência significante, um intervalo na cadeia associativa do sujeito, que o convoca a produzir sentido.) entre o somático e o psíquico parece aumentado. O corpo é investido de uma função instrumental, tornando-se um corpo para ser visto e voltado para o consumo. Substâncias utilizadas, padrões de uso e razões para o consumo de anabolizantes entre os fisiculturistasOs esteróides anabólico-androgênicos, comumente chamados simplesmente de anabolizantes, são substâncias sintetizadas em laboratório, relacionadas aos hormônios masculinos (androgênios). Essas substâncias aumentam a síntese protéica, a oxigenação e o armazenamento de energia resultando em incremento da massa muscular e de sua capacidade de trabalho.Cerca de 25 substâncias, a maioria esteróides anabólico-androgênicos, foram mencionadas pelos sujeitos da pesquisa como sendo utilizadas nas academias freqüentadas por eles.Essa relação também inclui hormônios femininos, usados de forma isolada ou em combinação com androgênios, e também produtos veterinários, a exemplo de complexos vitamínicos e antiparasitários. Entre os esteróides androgênicos, os mais utilizados são: Durateston (Testosterona), Stradon P (Testosterona + Estradiol) e Deca-durabolim (Nandrolona). Os hormônios femininos mais mencionados pelos informantes foram os anovulatórios Uniciclo (Algestona e Estradiol) e Premarim. O baixo poder aquisitivo dos fisiculturistas dos bairros populares, leva à opção pelos produtos mais baratos, incluindo nessa categoria os de uso veterinário. Entre esses, os mais freqüentemente mencionados foram o ADE (vitaminas A, D e E), Potenai (complexo vitamínico à base de vitamina B) e o antiparasitário Ivomec (Ivermectina).A impaciência com o tempo necessário para o desenvolvimento da massa muscular com o exercício físico isoladamente, não se restringe, no entanto, aos iniciantes. O anabolizante é visto então, como uma droga poderosa que permite ao organismo trabalhar mais rapidamente, proporcionando resultados quase mágicos, e recompensando imediatamente o suor despendido na malhação.As substâncias são usadas em dosagem e freqüência variáveis, determinadas pelo maior ou menor imediatismo dos fisiculturistas na aquisição de forma física desejada, pelo nível de conhecimento dos mesmos sobre essas substâncias, pelas experiências pregressas em relação aos seus efeitos colaterais e pelos recursos disponíveis para a aquisição dos produtos.Os ciclos sistemáticos do tipo pirâmide descritos na literatura, em que o usuário utiliza doses crescentes até o final da segunda ou terceira semana, seguidas por doses decrescentes, por igual período, até o final do ciclo, não foram observados nos dados coletados neste trabalho. O uso referido acontece de forma irregular, algumas vezes contínuo, quase diário ou com intervalos maiores, com interrupções motivadas pelos efeitos colaterais, e retorno ao uso pela falta de motivação para malhar e insatisfação com as formas corpóreas na ausência do uso de anabolizantes.Os informantes não referem limitação daoferta dos produtos utilizados, relatando ser fácil a sua aquisição, tanto nas farmácias quanto nas casas de produtos veterinários. A via de administração mais freqüentemente utilizada é a injetável, preferida pelos informantes por ser a mais barata e produzir um efeito imediato. Efeitos colaterais e percepção de risco entre os usuários de anabolizantesOs múltiplos e freqüentes efeitos colaterais relacionados ao uso de anabolizantes têm sido amplamente descritos na literatura. Esses vão, desde as alterações orgânicas provocadas pelas próprias características farmacológicas dos produtos utilizados – a grande maioria deles relacionados com o hormônio masculino testosterona – habitualmente em doses muito além das fisiologicamente manejáveis pelo organismo; às infecções de transmissão sangüíneas pelo uso de equipamentos não estéreis de injeção, até os traumas locais relacionados com aplicação incorreta desses produtos. Embora seja difícil comprovar a relação causal do uso de anabolizantes e infarto agudo do miocárdio, fatores de risco como dislipidemia, alteração nos fatores da coagulação e hipertrofia do miocárdio relacionados ao uso desses produtos, têm sido registrados na literatura. Outros importantes efeitos colaterais, associados ao uso de anabolizantes, descritos na literatura são a atrofia testicular, a ginecomastia e a hipertensão arterial.
Entre as complicações decorrentes do uso de equipamentos de injeção não esterilizados estão os abcessos cutâneos, a infecção pelo HIV, pelos vírus das Hepatites B e C e por outros agentes de transmissão parenteral.De maneira geral, os fisiculturistas entrevistados não demonstram bom nível de informação sobre os danos causados à saúde pelos anabolizantes que utilizam. Os conhecimentos que possuem sobre esses produtos, muitas vezes, não guardam relação com as suas propriedades farmacológicas. As informações sobre os efeitos colaterais são sobretudo oriundas da experiência pessoal, da observação de colegas da academia e dos relatos de casos vivenciados por amigos ou conhecidos, nos quais o uso dessas substâncias acarretou sintomas graves. Os sintomas menores e temporários tais como cefaléia, náuseas, tonturas, irritabilidade, acne, febre e aumento dos pêlos corpóreos, com o tempo, passam a ser percebidos pelos usuários de anabolizantes como normais. Não transparece no discurso dos entrevistados, preocupação com os possíveis efeitos a longo prazo que o uso contínuo dessas substâncias possa produzir.Muitos informantes fizeram referência às alterações no desempenho sexual e redução do volume de esperma provocado pelo uso dos anabolizantes. Esses sintomas, porém, são tratados com aparente naturalidade e não levam à interrupção do uso das substâncias. Os fisiculturistas veteranos demonstram ter mais consciência dos riscos à saúde, presentes no consumo de anabolizantes. Eles referem, em seu discurso, vários efeitos colaterais como complicações locais associados à aplicação dos produtos, problemas renais, atrofia muscular atribuída ao uso de Ivermectina (Ivomec), tonturas e desmaios secundários ao uso de ADE e até mesmo infarto agudo do miocárdio.O desejo de fazer crescer a massa muscular e alcançar o corpo ideal, contudo, se sobrepõe ao risco potencial. O fisiculturista percebe o risco como uma “aventura”, assegurando-se, na ilusão do pensamento mágico, de que o problema nunca irá acontecer com ele. 27/09/2007
Next Generation Mission
Pr.Capelao Sergio Abreu
pr.abreu@yahoo.com

Thursday, July 05, 2007

Uma Crônica


"O paraíso artificial das drogas é bem a imagem de uma civilização reduzida ao pó.
Descomunal é a força do Juízo Final agora, em sua última fase. Não há povo na Terra, uma só comunidade ou família que seja, um indivíduo sequer que não esteja hoje sob os efeitos do grande ajuste de contas, recebendo de volta tudo o que foi gerado pela sua vontade, seus pensamentos e suas ações.
Há anos as pessoas sentem uma inquietação interior que não se deixa aplacar por nada, aumentando progressivamente. Uma grande parte atribui esse desconforto, aparentemente sem motivo, à vida agitada de nossa época, e procuram alívio nos divãs dos analistas ou em medicamentos para stress. Ao verem tantas outras pessoas na mesma situação, sentem-se mais ou menos consoladas, justificando assim também outros sintomas de stress que detectam em si, como: nervosismo, irritação, mau-humor, explosões de raiva, insatisfação com a vida, depressão, sentimentos de inveja e cobiça, etc.
Somente algumas poucas atribuem a essa inquietação interior alguma causa própria, isto é, algo que elas mesmas tenham feito e que provocou esse sentimento interior de falta de paz. Essa é, porém, a única maneira correta de enfrentar o problema. Pois tudo o que nos atinge, seja de bom ou de mal, temos de atribuir somente a nós mesmos, como geradores.
Partindo deste reconhecimento, e procurando com humildade e sinceridade a razão do seu sofrimento, a respectiva pessoa acabará por encontrar de alguma forma a explicação verdadeira, sem lacunas, sobre aquilo que a atinge tão dolorosamente. Ao encontrar a explicação terá também achado o auxílio verdadeiro para se libertar de suas dores de alma, o qual consiste, única e exclusivamente, na sintonização acertada de sua vida com as indesviáveis, inamovíveis Leis que regem a Criação.
Essa libertação do errado e do mal depende sempre apenas da própria pessoa. No esforço sincero e diligente à procura de uma saída do labirinto em que entrou reside uma atitude de doação, e por isso ela pode receber auxílio. Não diferentemente. Nem imediatamente. Foi ela própria quem quis entrar no labirinto, apesar de todas as advertências e avisos. Mais ainda: ela mesma ajudou a construir o labirinto com sua maneira errada de pensar, falar e atuar. Por isso, agora, ela tem primeiro de reconhecer que está num labirinto, e que por conseguinte a vida que leva tem de estar errada. Depois desse reconhecimento ela precisa ainda mostrar que quer realmente sair de lá, ou seja, tem de se esforçar nesse sentido. Então, e somente então, receberá o auxílio de que necessita, mas sempre na medida do próprio esforço. Não mais. Trata-se de uma efetivação da Lei do Equilíbrio.
É um caminho penoso, difícil, mas não existe outro. O labirinto do viver errado foi construído em profundezas abismais. Por isso, quem quiser sair de lá precisa escalar paredões íngremes, até conseguir, pouco a pouco, vislumbrar um pouco mais de Luz à sua frente, quando então a subida também não será mais tão difícil e a saída já estará nitidamente reconhecível. Quem for sincero em sua tentativa de escalada e se esforçar correspondentemente receberá, de modo automático, como efeito das Leis da Criação, uma corda, em que poderá se alçar com segurança. A corda, evidentemente, não o livra do esforço em subir, mas o conduz para fora com absoluta certeza, se ele não esmorecer em sua escalada.
Já com os que não são sinceros o processo é diferente. Em grandes grupos procurarão encontrar saídas fáceis e confortáveis que os levem sem esforço para fora daquele local de sofrimento. Contudo, esses atalhos que imaginam ter tomado para cima os conduzem para profundezas ainda maiores, de onde nunca mais será possível achar o caminho de volta.
Todos os que seguem por esses falsos atalhos são espíritos fracos, indolentes, incapazes do mínimo esforço em melhorar a sua maneira de ser. Preferem desperdiçar o escasso e preciosíssimo tempo terreno que ainda lhes resta com charlatões, ao invés de dar um único e verdadeiro passo no sentido do aperfeiçoamento espiritual, da mudança de sintonia interior.
O grupo daqueles que segue pelo atalho do consumo de drogas é o que já desceu mais fundo e rápido. São tão broncos, preguiçosos e covardes, que tentam achar um alívio imediato, instantâneo, para suas aflições de alma. Mesmo que esse alívio dure apenas alguns segundos e destrua progressivamente seus corpos e suas almas.
Cabe mencionar aqui as palavras do Dr. Eduardo Kalina, autor do livro Os Efeitos das Drogas no Cérebro Humano: "Estupor, estupefato, estupefaciente e estúpido têm a mesma raiz etimológica, e ainda que pareça surpreendente este é um dos atrativos de todas as drogas: fugir para a fantasia, viver de ilusões, não pensar, tornar-se estúpido, ser um bom comprador, não questionar a sociedade, adaptar-se, modificar a realidade mediante percepções intensas sem acionar a realidade externa(...)".
O Juízo força a movimentação de tudo quanto jaz parado ou escondido na alma humana, para que a pessoa reconheça aquilo que tem de errado dentro de si e se liberte do mal, ao mesmo tempo em que procura reforçar aquilo que reconhece como bom.
Como isto, porém, exige esforço próprio, a maior parte dos seres humanos, por comodismo, sucumbe ao mal que revive em seus íntimos nessa época. Com isso, eles próprios imprimem em si o cunho de sua absoluta inutilidade na Criação e se condenam no Juízo. Eles mesmos confirmam com a sua atitude serem criaturas nocivas; eles mesmos se apresentam afoitamente como o joio que tem de ser eliminado agora, durante a colheita do trigo.
O aumento desenfreado do consumo de drogas no mundo, bem como o surgimento contínuo de novos entorpecentes, é um sinal claríssimo da decadência humana, uma prova a mais de que a imensa maioria da humanidade se decidiu, pela última vez, em favor das trevas.
Quando um psicotrópico chega ao cérebro, estimula a liberação de uma dose extra de um neurotransmissor, provocando as sensações de prazer. À medida que o uso vai se prolongando, o organismo do usuário tenta se ajustar a esse hábito. O cérebro adapta seu próprio metabolismo para absorver os efeitos da droga. Cria-se, assim, uma tolerância ao tóxico. Desse modo, uma dose que normalmente faria um estrago enorme torna-se em pouco tempo inócua. O usuário procura a mesma sensação das doses anteriores e não acha. Por isso, acaba aumentando a dose. Fazendo isso, a tolerância cresce e torna-se necessária uma quantidade ainda maior para obter o mesmo efeito. A dependência vai assim se agravando continuamente.
Como o psicotrópico imita a ação dos neurotransmissores, o cérebro deixa de produzi-los. A droga se integra ao funcionamento normal do órgão. E quando falta o “impostor” químico, o sistema nervoso fica abalado. É a síndrome da abstinência.
Os neurotransmissores são substâncias químicas capazes de transmitir um sinal elétrico de um neurônio a outro. Assemelham-se a um eletrólito de bateria, o qual permite que a corrente elétrica circule pelas placas. Depois de retransmitir o sinal elétrico o neurotransmissor normalmente é reabsorvido, para não ficar estimulando indefinidamente os outros neurônios, permitindo que eles possam reagir rapidamente a novas exigências. As drogas que provocam euforia, como a cocaína, impedem essa reabsorção, de modo que o cérebro fica super-ativado. Não é difícil perceber o estrago que essa intervenção antinatural pode provocar, quando se sabe que num minuto ocorrem trilhões de trocas neuroquímicas no cérebro. Não é sem razão que muitos especialistas em drogas chamam esse estado de "prazer espúrio"...
Os jovens de nossa época estão se drogando cada vez mais. De acordo com uma matéria publicada na revista
Mindde setembro de 99, o dependente químico do início do próximo milênio terá um perfil característico: mais jovem, ele se caracterizará pelo consumo simultâneo de várias drogas:
São jovens que estão integrados na sociedade durante os dias da semana (estudam e/ou trabalham, convivem com a família etc);
O consumo de álcool e drogas acontece principalmente em locais e momentos de diversão (festas, danceterias, etc);
As substâncias são fundamentais no mundo relacional destes jovens e atuam como chave de sociabilidade, seja com desinibidores ou estimulantes;
Há uma escassa consciência social dos riscos das drogas e uma certa tolerância por parte dos adultos.
“Hoje em dia as pessoas raramente usam uma droga só”, afirma o psiquiatra Laranjeira. “Verifica-se o uso maior de múltiplas substâncias, com pessoas trocando uma droga por outra, e usando drogas em várias combinações.”A Organização Mundial de Saúde, por sua vez, alerta: “É evidente que intoxicação, envenenamento e overdoses aumentem com estas novas associações de substâncias”.
O significativo aumento do número de crianças e jovens em condições de vulnerabilidade, o abuso de substâncias psicoativas crescerá entre jovens de idade cada vez menor, revela o estudo da revista Mind. Crianças de rua, por exemplo, uma preocupação que antes só afetava os países do chamado Terceiro Mundo, hoje já são encontradas em cidades tão desenvolvidas como Toronto, no Canadá.
Os especialistas costumam dividir as drogas em dois tipos: leves e pesadas. Drogas leves são as que causam "dependência psíquica", que significa o desejo irrefreável de consumir a droga. Drogas pesadas são aquelas que além da dependência psíquica causam também a física, ou seja, a sua falta acarreta uma síndrome de abstinência tão violenta, com sintomas físicos tão dolorosos, que o viciado procura desesperadamente pela droga a fim de aliviar a ânsia de consumo. Por essa razão, fumo e álcool podem ser considerados como drogas pesadas, apesar de serem socialmente aceitas.
Texto extraído.

Tuesday, June 12, 2007

Morte Prematura






Fatores relacionados ao uso prescrito e uso indevido de sedativos nos Estados Unidos -



Parte I Sedative use and Misuse in the United States Renee D. GoodwinDeborah S. HasinAddiction, 97, 555-562; 2002 Este estudo teve como principal objetivo determinar a prevalência e fatores associados ao uso prescrito e uso indevido de substâncias sedativas na população americana em geral. No Brasil, ainda não temos um estudo que demonstre estas correlações.



Introdução
A prescrição de drogas de abuso está em franco crescimento nos Estados Unidos. Em 1999, 3,5% dos adultos de 18 a 25 anos referiram o uso não médico de pelo menos um medicamento psicotrópico comparado a somente 1,6% em 1994.Os sedativos constituem a classe de medicamentos mais prescrita nos Estados Unidos.


A prevalência do abuso e dependência de sedativos foi estimada em 1,2% em 1991 e trabalhos realizados na Europa demonstraram importante associação entre o uso de sedativos hipnóticos e taxas consideráveis de morbidade e mortalidade prematura. Apesar destas estimativas, pouco se sabe sobre os fatores preditores, riscos e complicações associadas ao uso prescrito e inadequado de sedativos na população norte americana. Já é conhecido que o risco de abuso e problemas relacionados ao uso clínico de sedativos é maior do que outros fármacos clinicamente prescritos.


Em ambientes de tratamento psiquiátrico, os transtornos pelo uso de substâncias são vistos com indicadores de prognóstico ruim e também comprometem a melhora de um transtorno mental quando este está presente em co-ocorrência com um transtorno pelo uso de substância. Muitos estudos mostraram também que pacientes psiquiátricos com transtornos ansiosos, de personalidade e pelo uso de substâncias apresentam um risco maior para abuso de sedativos.


Dados de estudos do início da década de 90 sugeriam que o abuso de sedativos refletia em algumas situações uma tentativa de pacientes psiquiátricos não internados auto-medicarem seus sintomas depressivos. Outros mostraram que o uso disseminado de sedativos poderia estar associado ao início de quadros depressivos.O abuso de sedativos também foi notado em indivíduos com transtorno afetivo bipolar e associado a uma resposta pobre ao tratamento psicofarmacológico.
Uma associação entre suicídio e uso/ abuso de sedativos também foi bastante documentado em amostras clínicas e epidemiológicas. Além disto, sugeriu-se que o abuso de sedativos pode contribuir para a relação entre ataques de pânico e tentativas suicidas. Dadas as complicações e riscos associados ao uso de sedativos em populações clínicas, os autores deste estudo tentaram evidenciar estas mesmas associações em amostras populacionais.Um estudo realizado a partir de uma amostra populacional demonstrou, recentemente, uma relação entre maior uso e abuso de sedativos em indivíduos que cometeram o suicídio. Estudos feitos em gêmeos sugeriram que o abuso ou dependência de sedativos parece ter um importante componente genético.Nenhum estudo, segundo os autores, investigou fatores psicopatológicos e morbidades sociais associadas ao uso inadequado de sedativos nos Estados Unidos.


De acordo com Goodwin e Hasin, os objetivos deste estudo foram três:


1. Determinar a prevalência do uso de sedativos, uso não prescrito e dependência destes em americanos.


2. Determinar diferenças na morbidade psiquiátrica, potencial suicida e psicopatologia familiar entre os que referiram o uso não prescrito de sedativos comparado aos que faziam uso prescrito desta substância e aqueles que se chamavam dependentes da substância.


3. Identificar os fatores correlacionados ao uso não prescrito e a dependência de sedativos na população geral. A hipótese defendida pelos autores é de que o uso indevido de sedativos seria associado a maiores índices de psicopatologia e comportamento suicida na comunidade.


Método A mostra os dados deste estudo foram obtidos a partir de uma amostra populacional de um importante estudo realizado nos Estados Unidos chamado National Comorbidity Survey. Uma amostra representativa da população americana, ou seja, de 8098 adultos de 15 a 54 anos foi analisada a fim de se investigar os fatores associados ao uso de sedativos, uso não prescrito e dependência desta substância. Diagnóstico Os diagnósticos psiquiátricos foram obtidos a partir do CIDI (Composite International Diagnosis Interview) que é uma entrevista estruturada elaborada pela Organização Mundial de Saúde.
Resultados
Características sócio-demográficas e de prevalência A prevalência ao longo da vida para a dependência de sedativos foi de 0,5%, o uso não prescrito foi de 7,1% e o uso prescrito de sedativos foi de 17%. Os sujeitos que referiram o uso não prescrito eram significativamente mais jovens e do sexo masculino do que aqueles que faziam uso prescrito ou que se diziam dependentes de sedativos. Os indivíduos que referiram ser "dependente de sedativos" foram mais do sexo feminino, mais velhos, solteiros e com baixo nível educacional comparado ao uso não prescrito de sedativos. Morbidade Psiquiátrica Parece haver uma relação direta entre os níveis de uso de sedativos e nível psicopatológico. Com exceção da dependência do álcool e do transtorno de personalidade anti-social, a chance para a ocorrência dos transtornos mentais aumentou progressivamente a partir dos que não usavam sedativos, para os que usavam este medicamento prescrito, os que utilizavam sedativos não prescritos e por fim para aqueles que eram dependentes de sedativos. O mesmo padrão foi visto para abuso e dependência do álcool, com exceção de que o índice de indivíduos que se achavam dependentes de sedativos eram menos abusadores/dependentes do álcool do que aqueles que utilizavam sedativos indiscriminadamente sem prescrição médica. Psicopatologia Familiar Indivíduos que receberam medicações sedativas prescritas foram significativamente mais predispostos a ter um dos pais com transtorno depressivo maior, transtorno de ansiedade generalizada, ou que abandonou a família. Aqueles que faziam uso de sedativos sem prescrição médica tiveram os maiores índices para cada tipo de psicopatologia familiar avaliada. Aqueles indivíduos que se disseram dependentes de sedativos apresentaram o maior índice de casos de tentativa de suicídio e abandono pelos pais. Ideação Suicida e comportamento suicida Os dados mostraram uma correlação diretamente proporcional para uso indevido de sedativos e ideação suicida, planejamento suicida e tentativa de suicídio. Fatores relacionados ao uso prescrito e uso indevido de sedativos Uso não prescrito de sedativos X não uso O uso não prescrito de sedativos esteve associado a maior nível educacional, ser do sexo masculino, depressão maior, agorafobia, dependência do álcool e ideação suicida quando comparado aos indivíduos que não faziam uso de sedativos.

Dependência de sedativos X uso não prescrito de sedativos A dependência de sedativos pareceu estar mais relacionada a ter menor nível educacional, ser mais velho e ter um familiar que fazia uso abusivo de medicamentos prescritos.
Discussão O uso de sedativos não prescritos e a dependência de sedativos são comuns nos Estados Unidos. Os dados deste estudo sugerem que aproximadamente 1 a cada 10 americanos fazem uso de sedativos sem prescrição médica ou se tornam dependentes sendo que estes indivíduos apresentam maiores níveis de psicopatologia, ideação suicida e tentativas de suicídio. Parece haver uma relação direta e linear entre o nível de uso de sedativos e o nível psicopatológico, ideação e comportamento suicida. O mecanismo de associação entre o uso indevido de sedativos e os transtornos mentais comórbidos é desconhecido. Pode ser que a depressão e a ansiedade levem ao uso de sedativos, inicialmente prescrito, mas o contrário também é considerado. Estudos como este precisam ser realizados no Brasil a fim de que possamos determinar a prevalência e o impacto do uso de sedativos, prescritos ou não, em nossa população.


Saturday, June 09, 2007

O QUE SÃO INALANTES?

São um vasto grupo de produtos diferentes, usados licitamente em várias das atividades industriais, comerciais e domésticas. São substâncias aspiradas com o objetivo de produzir alterações mentais e ou efeitos de conduta.
Como são voláteis, evaporam à temperatura ambiente, o que facilita que sejam inalados (cheirados) de qualquer recipiente. Popularmente são conhecidos como “cheirinho da loló”, “cola de sapateiro”, “cheirinho do morro”, ou “cheirinho”, além de “lança perfume”, quando apresentam diversas composições e são usadas ilegalmente.

HISTÓRICO

Os inalantes são drogas usadas há séculos pelo homem. Como prova, temos uma estatueta mexicana de 2000 anos de idade que representa um homem usando um cachimbo para inalar Rapé psicoativo. Sabe-se também que na antiga Grécia, na Palestina bíblica e no antigo Egito usavam-se substâncias inaláveis com intuito de experimentar seus poderosos efeitos.

QUEM UTILIZA?

Com a finalidade de abuso, são usados por grande número de meninos de rua brasileiros e de outros países. São, também, experimentados por uma parcela dos estudantes de 1º e 2º graus. Alguns trabalhadores que têm contato com estes produtos na sua atividade também podem passar a abusar os inalantes.


POR QUE SÃO USADOS COM O FIM DE ABUSO?

Porque, caso sejam inalados em quantidade suficiente, produzem excitação e euforia (um tipo de alegria). Junto com estes efeitos aparecem a impulsividade e a agressividade. Com quantidades um pouco maiores há confusão, desorientação, visão embaralhada e perda de auto-controle. A sonolência, incoordenação dos movimentos e fala arrastada ocorrem com doses mais altas. Pode haver inconsciência, com sonhos bizarros, alucinações e até convulsões, em estágios mais graves de intoxicação.
Além disto, náuseas, espirros, tosse, salivação e face avermelhada, seguida de palidez, dor de cabeça e cólicas podem acompanhar o quadro. Existem outros sinais que indicam o uso de inalantes: cheiros característicos encontrados nas roupas ou na respiração do usuário ou, ainda, encontrar o produto na pele, como pode acontecer com as colas.

QUE MAL FAZEM A SAÚDE?

Os efeitos podem ser diferentes, dependendo do tipo de solvente, das doses e do tempo utilizado. Os problemas mais imediatos são os acidentes que o usuário pode sofrer, pela incoordenação motora. Pelo uso crônico, ocorre irritação das mucosas, do sistema respiratório e da pele e pode aparecer lesão no fígado ou no coração. A lesão cardíaca explica as mortes súbitas que ocorrem, às vezes. Há, ainda, atrofia cerebral com diminuição da memória e lesão dos nervos periféricos com diminuição da força ou do fato. Alguns produtos ocasionam alterações do sangue.


PRODUZEM DEPENDÊNCIA?

Sim. Os usuários utilizam os inalantes por vários dias da semana, por longos períodos das suas vidas, em geral com outros usuários. Aumentam a dose usada algumas vezes, porque, com o tempo, a mesma quantidade de drogas produz menos efeito. Quando o indivíduo pára subitamente de usar o inalante os sinais de abstinência são raros e discretos.


EXISTE TRATAMENTO PARA O USUÁRIO DE INALANTES?

Sim. Parar de usar inalante é o melhor tratamento. Mas, também é importante que seja procurada ajuda em algum centro de tratamento, pois a pessoa pode sentir-se mal e necessitar de cuidados adequados. Os centros de tratamento da sua cidade estão acostumados a apoiar e cuidar da saúde física em caso como estes, para evitar que o usuário volte a usar o inalante.


O QUE FAZER PARA RECUPERAR UM USUÁRIO DE INALANTES?

É muito importante que se busque a conscientização do usuário, alertando-o para os perigos do seu uso e auxiliando no seu encaminhamento. As técnicas para a recuperação de usuários de drogas são muito variáveis e devem ser aplicadas somente por especialistas.


ORIGEM DA SUBSTÂNCIA

Na maioria, são derivadas do petróleo.


REPRESENTANTES

Benzina, éter, clorofórmio, tolueno, benzeno, metanol, querosene, gasolina, acetona, tetracloreto de carbono (tira-manchas e limpeza de tapetes e carpetes), oxido nitroso (gás hilariante), thinner, errorex, esmalte para unhas, tintas em geral, fluído para isqueiro, fibras sintéticas (orelhão), desodorantes, spray para cabelo, limpador e polidor de móveis e carros, cola de sapateiro e de aeromodelismo, lança-perfume (mistura de éter com clorofórmio) e o álcool.


UTILIZAÇÃO COMERCIAL E MÉDICA

§ Como utilização comercial:
São encontrados como dissolventes para ceras, colas, graxas, tintas, óleos, em perfumes, corantes, resinas e como combustíveis.

§ Como utilização médica:
O éter e o clorofórmio foram muito utilizados como anestésicos, sendo abandonados pelo risco em sua capacidade de inflamar e causar alterações cardiovasculares.

§ Como extratores de outras substâncias:
O éter, acetona e demais representantes, podem ser usados para extração de outras drogas psicotrópicas como a cocaína e o “crack”.


EFEITOS TERATOGÊNICOS

São efeitos adversos sobre o feto em desenvolvimento, como mal formações físicas ou deficiências funcionais.
A exposição a alguns inalantes pode de fato, reduzir o peso do corpo, a altura e mesmo o QI da criança ao nascer.
Alguns solventes podem ser embriotóxicos, ou capazes de interromper uma gravidez.


EFEITOS CARCINOGÊNICOS

Há suspeitas de que vários deles sejam carcinogênicos, isto é, produzem ou propiciam o desenvolvimento de câncer. Até agora, o benzeno é o único solvente sobre o qual esses efeitos tem sido extensivamente estudados. O clorofórmio e o formaldeido, podem ser carcinogênicos, com isso intensificam-se os esforços para avaliar todos os solventes.

EFEITOS CARDIOVASCULARES

Após a inalação de alguns solventes, foi observado em alguns hospitais, um fenômeno de morte súbita, com isso os pesquisadores descobriram que os inalantes podem ter efeitos danosos sobre o funcionamento normal do coração.
- podem produzir fibrilação ventricular e arritmias
- o éter causa taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos) e aumento da pressão arterial
- deprimem a capacidade de contração do músculo cardíaco.


OUTROS EFEITOS

v respiração difícil
v aumento do volume do fígado
v rompimento de vasos sangüíneos nos rins
v inflamações e deformidades vasculares
v lesão de medula óssea, resultando diminuição da produção de glóbulos brancos, vermelhos e anticorpos
v alterações nos órgãos de reprodução
v hemorragias cerebrais
v insônia e depressão
v redução do campo visual
v alterações dos sistemas auditivo, olfativo, cutâneo e gustativo
v perda da sensibilidade nas mãos e nos pés
v demência senil

Friday, June 08, 2007

O Instrumento da Morte







Jovens adultos seriamente feridos em acidentes de trânsito envolvendo o consumo de álcool e sua percepção do papel do álcool no evento MS SommersJM DyehouseSR Howe e colaboradores Publicado no AMERICAN JOURNAL of CRITICAL CARE (VOL 9, p. 28-35, 2000)Trabalho desenvolvido pela Inno Vision Communications, Aliso Viejo, Califórnia, EUA.

Introdução
Aproximadamente 40% de todas as fatalidades no trânsito estão associadas ao uso de álcool. A hospitalização por lesões graves depois de um acidente de trânsito, envolvendo álcool, pode ser uma oportunidade para mudar o comportamento de consumidores de álcool, não dependentes, evitando assim o risco futuro de morte ou incapacidade física. Objetivo do trabalhoDeterminar em que medida adultos não dependentes de álcool, com idades entre 18 e 45 anos, e que se feriram gravemente em acidentes de veículos a motor, envolvendo o consumo de álcool, atribuem o acidente à ingestão de bebidas. HipóteseAdolescentes que possuem um mentor seriam menos propensos em se engajar em comportamentos de alto risco, quando comparados com aqueles que não possuem um mentor adulto. Método132 sujeitos foram entrevistados durante sua permanência em hospital para tratamento de lesões graves ocorridas em acidentes de veículos a motor envolvendo consumo de bebidas alcoólicas.
A entrevista incluía a questão: "Em que medida você acredita que seu consumo de álcool foi responsável pelos seus ferimentos?" Respostas foram medidas em uma escala de sete pontos, variando de 1 (nenhuma responsabilidade) a 7 (total responsabilidade). Resultados37,8% dos entrevistados responderam "nenhuma responsabilidade", 24,3% responderam "alguma responsabilidade" e 37,9% responderam "grande ou total responsabilidade".
Foi encontrada uma associação estatisticamente importante entre o nível alcoólico no sangue, no momento do acidente, e a atribuição da responsabilidade pelo acidente ao consumo de bebidas. ConclusãoMais de 60% dos pacientes feridos nos acidentes estudados atribuíram ao consumo de álcool a ocorrência de seus ferimentos (parcial ou totalmente). Quando sóbrios, pacientes hospitalizados que apresentavam os mais altos níveis de álcool no sangue no momento de sua entrada no hospital são mais propensos a atribuir ao consumo de álcool a razão de seus ferimentos.
Assim, a hospitalização dessas vítimas é uma oportunidade importante e adequada para realizar aconselhamentos e outros tipos de intervenção visando a diminuição do consumo de álcool.

Thursday, June 07, 2007

Lesões Fatais


Uma pesquisa realizada pela Universidade de Amsterdã revelou que pequenas doses de ecstasy são suficientes para causar danos à memória.
O estudo, publicado na revista científica Archives of General Psychiatry, foi comandado pelo professor Ben Schmand e recrutou 188 voluntários que nunca haviam experimentado a droga antes, mas admitiram que o fariam num futuro próximo.
O grupo foi submetido a uma bateria de testes de atenção e de memória.
Dois anos depois, os pesquisadores analisaram novamente os voluntários, dividindo-os em dois grupos. O primeiro incluía 58 pessoas que admitiram ter experimentado a droga pelo menos uma vez e, o segundo, com 60 voluntários que não haviam tomado ecstasy. Os 70 restantes não participaram.
Em entrevista à BBC Brasil, o pesquisador Ben Schmund disse que, em média, os novos usuários haviam experimentado a droga três vezes e que a “baixa dose foi suficiente para afetar a memória”.
“A perda da memória é sutil, muitas pessoas nem percebem. Mas a pesquisa mostra que se elas nunca tivessem usado a droga, teriam tido um desempenho melhor”, avalia Schmund.
No novo teste, os dois grupos ouviam atentamente a uma lista com 15 palavras e tinham de repeti-las 20 minutos depois. Numa segunda etapa, a lista incluía 30 palavras e, novamente, os pesquisadores pediram aos voluntários que as repetissem 20 minutos mais tarde.
“Foi na segunda etapa que constatamos as maiores diferenças entre os dois grupos. Os novos usuários esqueceram várias palavras", conta o professor.
"Nós concluímos que mesmo pequenas doses de ecstasy estão associadas à diminuição da memória verbal”.
O estudo, que contou com o apoio do Ministério da Saúde holandês, teve como objetivo estudar os efeitos do ecstasy, droga considerada pesada e proibida na Holanda.
Serotonina
A principal razão para a perda da memória se deve à ação da droga, que diminui a quantidade da serotonina.
O hormônio é responsável por várias funções cognitivas, mas desempenha um papel importante para o aprendizado e a memória.
Também conhecida como a "droga do amor", o ecstasy provoca a sensação de euforia e geralmente é consumido em boates.

Morte e Saúde



Oxycontin






Em entrevista ao canal de televisão E!, Michael Lohan, pai de Lindsay, disse que sua filha é viciada em várias drogas, incluindo álcool e o analgésico Oxycontin.
Consumir oxicodona, que é vendida em farmácias de forma controlada, está na moda entre a juventude americana de classe alta. Mas o analgésico tem efeitos parecidos ao do ópio e se consumido com freqüência pode viciar rapidamente
Crianças e adultos com câncer, graves lesões traumáticas, dores em afecções reumatológicas, fibromialgia e outras, têm sua vida cerceada, tamanha sua intensidade.
Nos EUA a fabricante Purdue Pharma, desenvolveu e colocou no mercado o analgésico derivado do ópio, OxyContin. Muito mais potente que a morfina e outros opiáceos como o Percodan, Demerol...
No OxyContin foram reduzidos os efeitos colaterais, como o ressecamento intestinal, problemas urinários, enjôos, boca seca e vômitos que apresentavam seus antecessores.
Infelizmente, diversos avanços farmacológicos que têm o intuito de abrandar o sofrimento de milhares de pessoas, acabam com má fama por causa do seu mau uso por parte de pessoas inidôneas visando o lucro fácil, ilícito e também pelos que deturpam a nobre finalidade inicial, utilizando medicamentos que são bálsamos das dores do corpo para aplacar as dores da alma. O ser humano, geralmente, sente dificuldade em distinguir entre a dor física e psíquica.
Todas as drogas que são objeto de abuso nos EUA, têm merecido a devida atenção por parte das autoridades, da mídia, enfim, de toda comunidade, mas o OxyContin, além da atenção, tem gerado inúmeras polêmicas.
O FDA (órgão que controla medicamentos nos EUA) aprovou o OxyContin em 1995 para tratar a dor persistente moderada e severa, e só pode ser adquirido mediante receita médica. A droga foi projetada para ao ser ingerida ir liberando lentamente o ingrediente ativo, oxycodone, num período de 12 horas.
O abuso do OxyContin começou nos estados de Kentucky, Virgínia e Maine, conhecida como "hililbilly o heroin" (heroína do pobre), por ser uma droga relativamente barata (não que seja barata, se tornou mais accessível porque lá os planos de saúde cobrem) e se espalhou pelo resto do país. Os usuários recreacionais trituram os comprimidos e, inalam; misturam à água e injetam na corrente sanguínea; bebem, misturado ao álcool ou em combinação com outras drogas. Usado de formas diferentes à recomendada pelos médicos aos pacientes, o oxycodone proporciona um "barato" euforizante a quem o consome.
Sendo o OxyContin um analgésico e ao ser esmagado e consumido, faz liberar pela corrente sanguínea de uma pessoa sadia de uma só vez, uma quantidade de opiáceo muito mais forte que a heroína e que em um doente seria liberado lentamente. Claro que os casos de overdoses estão assustando os americanos.
A overdose dessa droga produz depressão respiratória, sonolência, coma, flacidez dos músculos, pele fria, confusão, pupilas pequenas, bradicardia, hipotensão. A overdose severa pode conduzir à apnéia, ao colapso circulatório e à morte.
Apenas na Flórida, nos primeiros seis meses de 2001, foram registrados 243 casos de overdose.
A disparada em busca do OxyContin para recreação provocou um número de assalto a farmácias, para roubar a droga, sem precedentes. Somente em Massachusets 37 farmácias foram roubadas. Isso está criando dificuldade para os pacientes que dependem da droga para minorar seu sofrimento, pois muitas farmácias deixaram de manter o medicamento em seus estoques temendo pela vida dos clientes e funcionários.
A papoula é uma linda flor e a partir dela são produzidos remédios para amenizar a dor, mas é também uma flor ambígua. Da mesma forma que embeleza os olhos e alivia dores, não perdoa quem dela abuse e o preço é a vida.
Diga Não a Morte e Sim a Vida

Friday, October 06, 2006

Curriculun Vitea

* Formado em Teologia e Pedagogia pelo Instituto e Seminário Bíblico Irmãos Menonitas (ISBIM) - Curitiba-Paraná.
*
Ordenado ao Ministério do Evangelho pela Igreja Evangélica Nazareno em 31 de julho de 1988 pelos Pastores Jairo Correia
Peres, Guido Stuber e José Domingos - Curitiba-Paraná.

* Atuou como Conselheiro e Relações Públicas da Casa de Recuperação Nova Vida (CRENVI) - Entidade Filantrópica de Assistência a Dependentes das Drogas em Curitiba-Paraná.

*Foi Presidente da Casa de Recuperação Maanain - Entidade Filantrópica de Assistência a Crianças Dependentes das Drogas em Curitiba-Paraná.
* Fundou e atuou como Diretor Executivo e Pastoral da Fundação de Prevenção ao Abuso das Drogas (FUNPAD) em Curitiba-Paraná.

* Participou como Palestrista e Conselheiro da Associação de Prevenção e Assistência a Dependentes das Drogas (APADD), Entidade Filantrópica em Vila Velha-Espírito Santo.
* Atuou como Palestrista, Conselheiro e Relações Públicas da Associação Anti-Droga em Curitiba-Paraná.

* Fundou e atuou com Diretor Executivo, Conselheiro, professor e Palestrista da CLINILUZ, Entidade Filantrópica de Assistência a Dependentes das Drogas em Ponta Grossa-Paraná.
*Participou como Palestrista na área das Drogas do CIVC - Curso Intensivo Vivencial do Casamento em Curitiba-Paraná.

* Realizou palestras sobre Drogas pelo Conselho Estadual de Entorpecentes do Estado do Paraná.
*Credenciado pelo CONEN (Conselho Estadual de Entorpecentes)
Curitiba-Paraná.
* Atuou com Palestrista na área das Drogas em diversas Empresas do Estado do Paraná como: ITAIPÚ, SANEPAR, EQUITEL, BOTICÁRIO, IMPRESSORA PARANAENSE, CAIXA ECONÔMICA FEDERAL, BANCO BAMERINDUS, INEPAR, SAMBRA, ELETRO FRIO, EMÍLIO ROMANI, TROMBINI, LEÃO JÚNIOR(MATE LEÃO),FORD METROPOLITANA, FURUKAWA, ROTARY CLUB E OUTRAS.
* Atuou como Palestrista na área das Drogas em Diversos Colégios Estaduais, Municipais e Particulares como: Bardal, Expoente, Positivo, colégio Adventista, Presidente Vargas, Cristo Rei, Pio Lanteri entre outros.

* Atualmente tem realizado diversa palestras à Comunidade Brasileira residente nos E.U.A. em Igrejas nos Estados da Flórida, Washington, New Jersy, New York, Connecticut ,Pennsylvania,Massachusetts ,North Caroline,Texas.
* É autor do livro intitulado: Drogas - Uma visão científica, espiritual e sociológica.

* É formado capelão pela United Chaplain International, bem como, é diretor da mesma nos Estados do Texas e da Califórina.

* Foi pastor conselheiro da Living God Brazilian Church em Edson, Texas.

* É membro da Reach Mission, programa de assitência à missões internacionais,com sede em Carrollton (Texas).

* Atualmente é Presidente da Next Generation Mission, programa de prevenção ao uso e abuso das drogas em Frisco, Texas.
DEUS É FIEL
Diga não as Drogas e Valorize a Vida!!!


Monday, September 11, 2006

As Drogas e a Gravidez






A maioria das mulheres grávidas faz uso de algum tipo de droga (medicamento ou drogas lícitas ou ilícitas). Os Centers for Disease Control and Prevention e a Organização Mundial da Saúde estimam que mais de 90% das mulheres grávidas fazem uso de medicamentos controlados ou de venda livre, drogas sociais (p.ex., tabaco e álcool) ou drogas ilícitas.
Os medicamentos e as drogas são responsáveis por 2 a 3% de todos os defeitos congênitos. A maioria dos outros defeitos congênitos tem causa hereditária, ambiental ou desconhecida. As drogas passam da mãe para o feto sobretudo basicamente através da placenta, a mesma via utilizada percorrida pelos nutrientes para o crescimento e desenvolvimento do feto.
Na placenta, as drogas e os nutrientes presentes no sangue da mãe atravessam uma membrana fina, a qual separa o sangue da mãe do sangue do feto. As drogas que uma mulher utiliza durante a gravidez podem afetar o feto de várias maneiras: • Atuando diretamente sobre o feto, causando lesão, desenvolvimento anormal ou morte • Alterando a função da placenta, geralmente contraindo os vasos sangüíneos e reduzindo a troca de oxigênio e nutrientes entre o feto e a mãe • Causando contração forçada da musculatura uterina, lesando indiretamente o feto através da redução de seu suprimento sangüíneo.
Como as Drogas Atravessam a Placenta
Na placenta, o sangue materno passa pelo espaço (espaço interviloso) que envolve os vilos (projeções diminutas) que contêm os vasos sangüíneos do feto. O sangue materno que se encontra no espaço interviloso é separado do sangue do feto que se encontra nos vilos pela membrana placentária (uma membrana fina). As drogas presentes no sangue da mãe podem atravessar essa membrana, passando para os vasos sangüíneos dos vilos e passam através do cordão umbilical até o feto.
O modo como uma droga afeta o feto depende do estágio de desenvolvimento deste e da potência e da dose da droga. Certas substâncias utilizadas no início da gestação (antes do 17º dia após a fertilização) podem atuar baseadas na lei do tudo ou nada, seja matando o feto ou não o afetando em absoluto. Durante esse estágio, o feto é altamente resistente aos defeitos congênitos.
Contudo, ele é particularmente vulnerável a esses defeitos entre o 17º e 57º dia após a fertilização, quando seus órgãos estão se desenvolvendo. As drogas que atingem o feto durante esse estágio podem causar aborto espontâneo, um defeito congênito evidente ou um defeito permanente mas sutil (o qual é percebido mais tarde) ou podem não causar qualquer efeito perceptível.
É improvável que as drogas utilizadas após o término do desenvolvimento dos órgãos causem defeitos congênitos evidentes, mas elas podem alterar o crescimento e a função de órgãos e tecidos formados normalmente.
Drogas Antineoplásicas
Como os tecidos do feto crescem com rapidez, as suas células que se multiplicam rapidamente são muito vulneráveis às drogas antineoplásicas (drogas utilizadas no tratamento de cânceres). Muitas dessas drogas são teratogênicas, isto é, causam defeitos congênitos (p.ex., retardo do crescimento intra-uterino, subdesenvolvimento da mandíbula, fenda palatina, desenvolvimento anormal dos ossos do crânio, defeitos da coluna vertebral, defeitos do ouvido, pé torto e retardo mental). Algumas drogas antineoplásicas causam defeitos congênitos em animais, mas ainda não foi demonstrado que elas os provoquem no ser humano.
Talidomida
Esta droga não é mais prescrita para as mulheres grávidas porque ela causa defeitos congênitos importantes. A talidomida foi introduzida pela primeira vez na Europa, em 1956, como um medicamento contra a gripe e como sedativo. Em 1962, verificou-se que quando a talidomida era utilizada por mulheres grávidas quando os órgãos do feto encontravam-se em desenvolvimento, ela causava defeitos congênitos (p.ex., hipodesenvolvimento severo dos membros superiores e inferiores e defeitos intestinais, cardíacos e vasculares).
Tratamentos da Pele
A isotretinoína, utilizada para tratar a acne grave, a psoríase e outros distúrbios cutâneos, causa defeitos congênitos graves. Entre os mais importantes encontram-se os defeitos cardíacos, orelhas pequenas e a hidrocefalia (acúmulo de líquido no cérebro). O risco de defeitos congênitos é de aproximadamente 25%. O etretinato, uma outra droga utilizada no tratamento de distúrbios cutâneos, também causa defeitos congênitos no ser humano.
Como esta droga é armazenada na gordura subcutânea (localizada abaixo da pele) e é liberada lentamente, ela pode causar defeitos congênitos durante 6 meses ou mais após a mulher suspender o seu uso. Por essa razão, as mulheres que fazem uso desta droga são aconselhadas a aguardar pelo menos 1 anos antes de engravidar.
Hormônios Sexuais
Os hormônios androgênicos (masculinizantes) utilizados para tratar vários distúrbios sangüíneos, assim como as progestinas sintéticas utilizadas durante as 12 primeiras semanas após a fertilização podem causar masculinização da genitália do feto do sexo feminino. Pode ocorrer aumento do clitóris (uma pequena protrusão análoga ao pênis do homem), uma condição permanente (a não ser que seja corrigida cirurgicamente). Também pode ocorrer fusão dos pequenos lábios, que circundam os orifícios da vagina e da uretra.
Os contraceptivos orais não contêm uma quantidade suficiente de progestina para produzir esses efeitos. O dietilestilbestrol, um estrogênio sintético, pode causar câncer de vagina em meninas adolescentes cujas mães fizeram uso desta droga durante a gestação. Posteriormente, essas meninas podem apresentar uma cavidade uterina anormal, distúrbios menstruais, um colo do útero incompetente (o qual pode causar abortos espontâneos) e um aumento do risco de gravidez ectópica, de gerar um natimorto e de morte neonatal. Os meninos expostos ao dietilstilbestrol durante a vida fetal apresentam anomalias do pênis.
Meclizina
A meclizina, freqüentemente utilizada para combater o enjôo de viagem, a náusea e o vômito, causa defeitos congênitos em animais, mas esses mesmos efeitos não foram observados no ser humano.
Categorias de Segurança das Drogas Durante a Gravidez Segundo a FDA ( Food and Drug Administration)
Categoria

Descrição
A


Os estudos em seres humanos não demonstraram qualquer risco.
B

Os estudos em animais não demonstraram qualquer risco, mas não existem estudos em seres humanos, ou os estudos em animais revelaram riscos, mas os estudos em seres humanos, não.
C

Não foram realizados estudos em animais nem em seres humanos ou os estudos em animais revelaram risco, mas não existem estudos disponíveis realizados em seres humanos.
D

Os estudos em seres humanos revelaram riscos, mas o uso pode ser justificado em alguns casos (risco de vida ou doença grave para a qual não existe uma droga mais segura).
X

A droga jamais deve ser utilizada durante a gravidez; os riscos humanos conhecidos suplantam qualquer benefício.

Drogas Anticonvulsivantes
Quando utilizadas durante a gravidez, algumas drogas anticonvulsivantes podem produzir fenda palatina ou desenvolvimento anormal do coração, da face, do crânio, das mãos ou dos órgãos abdominais. O concepto também pode apresentar retardo mental. Sobretudo dois anticonvulsivantes podem causar defeitos congênitos: a trimetadiona (com um risco de aproximadamente 70%) e o ácido valpróico (com um risco de aproximadamente1%).
Acredita-se que a carbamazepina, um outro anticonvulsivante, causa um número significativo de defeitos congênitos de pequena importância. Foi atribuída ao anticonvulsivante fenitoína a responsabilidade de diversos defeitos congênitos, mas foram observados defeitos similares em filhos de mulheres epilépticas que não faziam uso de anticonvulsivantes. Os recém-nascidos expostos à fenitoína e ao fenobarbital (um barbitúrico e também anticonvulsivante) antes do nascimento podem apresentar sangramento fácil porque essas drogas podem causar uma deficiência de vitamina K, a qual é necessária para a coagulação.
Este efeito colateral pode ser evitado quando a mulher grávida faz uso da vitamina K oral logo após o parto. Durante a gestação, as mulheres epilépticas devem utilizar a dose mínima eficaz de anticonvulsivantes e devem ser rigorosamente controladas. As mulheres epilépticas, mesmo quando não utilizam drogas anticonvulsivantes durante a gravidez, apresentam uma maior probabilidade de gerarem conceptos com defeitos congênitos que as mulheres que não sofrem de epilepsia.
O risco é maior para as gestantes que apresentam crises convulsivas freqüentes e graves ou complicações da gravidez e nas mulheres que pertencem a grupos sócio-econômicos baixos, uma vez que elas tendem a receber uma atenção médica inadequada.
Vacinas
Exceto em circunstâncias especiais, as vacinas produzidas a partir de vírus vivo não são administradas a mulheres que estão ou podem estar grávidas. A vacina contra a rubéola (uma vacina de vírus vivo) pode causar infecção tanto na placenta como no feto em desenvolvimento. As vacinas de vírus vivo (p.ex., sarampo, caxumba, pólio, varicela e febre amarela) e outras vacinas (p.ex., cólera, hepatites A e B, gripe, peste bubônica, raiva, tétano, difteria e febre tifóide) são administradas à gestante apenas quando ela apresenta um risco significativo de contrair uma infecção por um desses microrganismos.
Drogas para a Tireóide
O iodo radioativo administrado a uma gestante para tratar o hipertireoidismo (hiperatividade da tireóide) pode atravessar a placenta e destruir a tireóide do feto. Além disso, ele pode causar um hipotireoidismo (hipoatividade da tireóide) grave. O propiltiouracil e o metimazol, drogas também utilizadas para tratar o hipertireoidismo, atravessam a placenta e podem causar um aumento anormal da tireóide do feto. Quando necessário, o propil-tiouracil é geralmente utilizado porque ele é melhor tolerado tanto pela mulher como pelo feto.
Hipoglicemiantes Orais
Os hipoglicemiantes orais são administrados para reduzir a concentração de açúcar (glicose) no sangue de indivíduos diabéticos. No entanto, eles freqüentemente não conseguem controlar o diabetes em mulheres grávidas e podem acarretar hipoglicemia (concentração baixa de açúcar no sangue) no recém-nascido. Por essa razão, a insulina é preferida para tratar o diabetes da mulher grávida.
Narcóticos e Antiinflamatórios Não Esteróides
Quando utilizados por gestantes, os narcóticos e os antiinflamatórios não esteróides (AINEs), como a aspirina, podem chegar ao feto em quantidades significativas. Os conceptos de mulheres com adição a narcóticos também podem tornar-se adidos antes do nascimento e podem apresentar sintomas de abstinência 6 a 8 dias após o nascimento.
O uso de doses elevadas de aspirina ou de outros AINEs durante a gravidez pode retardar o início do trabalho de parto e também pode acarretar no feto, antes do nascimento, o fechamento do canal arterial (ductus arteriosus), o conduto que conecta a aorta (a grande artéria que conduz o sangue para todo o organismo) à artéria pulmonar (a artéria que conduz o sangue para os pulmões).
Esta conexão normalmente fecha imediatamente após o nascimento. A oclusão antes do nascimento força o sangue a fluir através dos pulmões, os quais ainda não expandiram, sobrecarregando o sistema circulatório fetal. Quando utilizadas na gestação avançada, os antiinflamatórios não esteróides podem reduzir o volume de líquido amniótico (o líquido que envolve o feto em desenvolvimento, contido na bolsa amniótica), um efeito potencialmente perigoso.
O uso de doses elevadas de aspirina pode causar problemas de sangramento na mãe ou no recém-nascido. A aspirina ou outros salicilatos podem aumentar a concentração de bilirrubina no sangue do feto, causando icterícia e, ocasionalmente, lesão cerebral.
Ansiolíticos e Antidepressivos
Os ansiolíticos (medicamentos utilizados para tratar a ansiedade) podem causar defeitos congênitos quando utilizados durante os três primeiros meses de gestação, embora isto não tenha sido comprovado. O uso da maioria dos antidepressivos durante a gravidez parece ser relativamente seguro, mas o lítio pode causar defeitos congênitos, sobretudo cardíacos. Quando utilizados por uma mulher grávida, os barbitúricos (p.ex., fenobarbital) tendem a reduzir a discreta icterícia normalmente apresentada pelos recém-nascidos.
Antibióticos
Quando utilizados durante a gravidez, os antibióticos podem causar problemas. Os antibióticos do grupo das tetraciclinas atravessam a placenta e são armazenados nos ossos e nos dentes do feto, onde eles combinam-se com o cálcio. Como resultado, o crescimento ósseo pode ser lento, os dentes do concepto podem adquirir uma coloração amarela permanente e o esmalte dentário pode ser mole e anormalmente suscetível a cáries.
O risco de anomalias dentárias é maior a partir da metade até o final da gestação. Como existem vários antibióticos alternativos seguros, as tetraciclinas devem ser evitadas durante a gravidez. Antibióticos como a estreptomicina ou a kanamicina quando utilizados durante a gravidez podem causar lesão do ouvido interno do feto, podendo acarretar surdez. O cloranfenicol não prejudica o feto, mas ele pode causar uma doença grave no recém-nascido denominada síndrome cinzenta (ou do bebê cinza).
A ciprofloxacina não deve ser utilizada durante a gravidez, pois foi demonstrado que ela causa anomalias em animais. As penicilinas parecem ser seguras. Quando utilizados no final da gestação, a maioria dos antibióticos que contêm sulfonamidas pode causar icterícia no recém-nascido, a qual pode produzir lesão cerebral. No entanto, a probabilidade disto ocorrer é muito menor quando a sulfasalazina (também um antibiótico do grupo das sulfonamidas) é utilizada.
Anticoagulantes
O feto em desenvolvimento é extremamente sensível ao warfarin, uma droga anticoagulante. Até um quarto dos recém-nascidos expostos à droga durante os 3 primeiros meses de gestação apresenta defeitos congênitos importantes. Além disso, tanto a mãe como o feto podem apresentar sangramentos anormais. Quando uma mulher grávida apresenta risco de formar coágulos sangüíneos, a heparina é uma opção muito mais segura.
Contudo, o seu uso prolongado durante a gravidez pode acarretar uma contagem plaquetária baixa na mãe (as plaquetas são partículas semelhantes a células que ajudam o sangue a coagular) ou a osteoporose (rarefação óssea).
Drogas para os Distúrbios Cardíacos e Vasculares
Algumas mulheres necessitam dessas drogas durante a gestação para tratar distúrbios crônicos ou que se manifestaram durante a gravidez, como a pré-eclâmpsia (hipertensão arterial, proteinúria [presença de proteínas na urina] e edema [retenção líquida] durante a gravidez) e a eclâmpsia (crises convulsivas decorrentes da pré-eclâmpsia).
As drogas utilizadas para reduzir a pressão arterial elevada, freqüentemente prescritas para as mulheres grávidas com préeclâmpsia ou eclâmpsia, afetam a função da placenta e são administradas com muita cautela para se evitar que causem problemas ao feto. Em geral, esses problemas são decorrentes da redução muito rápida da pressão arterial da gestante, a qual reduz significativamente o fluxo sangüíneo para a placenta.
Os inibidores da enzima conversora da angiotensina e os diuréticos tiazídicos quase sempre são evitados durante a gravidez, pois eles podem causar graves problemas ao feto. A digoxina, utilizada no tratamento da insuficiência cardíaca e de algumas arritmias cardíacas (distúrbios do ritmo cardíaco), atravessa imediatamente a placenta.
No entanto, ela geralmente tem pouco efeito sobre o concepto, antes ou após o nascimento. Algumas drogas (p.ex., nitrofurantoína, vitamina K, sulfonamidas e cloranfenicol) podem causar a ruptura dos eritrócitos nas gestantes e nos fetos que apresentam deficiênncia de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD), um distúrbio hereditário que afeta as membranas dos eritrócitos. Por essa razão, essas drogas não são prescritas para as mulheres que apresentam este distúrbio.
Drogas Utilizadas Durante o Trabalho de Parto
Os anestésicos locais, os narcóticos e outros analgésicos geralmente atravessam a placenta e podem afetar o recém-nascido (p.ex., enfraquecendo o seu impulso para respirar). Por essa razão, quando é necessária a utilização de drogas durante o trabalho de parto, elas são administradas em doses mínimas efetivas e preferivelmente o mais tarde possível, o que diminui a probabilidade delas atingirem o feto antes do nascimento.
Drogas Sociais e Ilícitas
O tabagismo durante a gravidez pode ser prejudicial. Ao nascimento, o peso médio dos filhos de mães que fizeram uso do tabaco durante a gravidez é aproximadamente 170 gramas inferior aos filhos de mulheres não tabagistas. Os abortos espontâneos, a ocorrência de conceptos natimortos, os nascimentos prematuros e a síndrome da morte súbita do lactente são mais comuns entre os conceptos de mulheres que fazem uso do tabaco durante a gestação.
O consumo de álcool durante a gravidez pode causar defeitos congênitos. Os filhos de mulheres que consomem quantidades excessivas de álcool durante a gravidez podem apresentar a síndrome do alcoolismo fetal. Eles são pequenos, freqüentemente com microcefalia (cabeça pequena), anomalias faciais e deficiência mental limítrofe. Menos comumente, eles apresentam anomalias articulares e defeitos cardíacos.
Eles não desenvolvem normalmente e apresentam maior probabilidade de morrer logo após o nascimento. Como a quantidade de álcool necessária para causar esta síndrome é desconhecida, as mulheres grávidas são aconselhadas a se abster do consumo de álcool.
Existem controvérsias em relação à cafeína prejudicar o feto. Vários estudos sugerem que o consumo de mais de 7 ou 8 xícaras de café por dia pode aumentar o risco de ocorrência de conceptos natimorto, prematuros, com baixo peso ao nascimento ou de abortos espontâneos. No entanto, esses estudos foram comprometidos pelo fato de muitas das mulheres que consumiam café também eram tabagistas.
Um estudo subseqüente, o qual levou o tabagismo em consideração, concluiu que os problemas eram causados pelo tabaco e não pela cafeína. Não está claro se o consumo excessivo de café durante a gravidez afeta o recém-nascido. O uso do aspartame, um adoçante artificial, durante a gravidez parece seguro quando ele é consumido como adoçante dietético na quantidade recomendada.
O uso de cocaína durante a gestação aumenta o risco de aborto espontâneo; o descolamento precoce da placenta (abruptio placentae); defeitos congênitos do cérebro, dos rins e dos órgãos genitais; e os recém-nascidos podem apresentar um comportamento menos interativo. Não existem evidências conclusivas de que a marijuana (maconha) causa defeitos congênitos ou interfere no crescimento e no desenvolvimento do feto. Contudo, estudos sugerem que o consumo exagerado de marijuana durante a gestação pode acarretar um comportamento anormal nos recém-nascidos.

Fonte: Manual MERCK

Sunday, September 10, 2006

Devedor da Graça


Durante 17 anos de minha vida fui um dependente das drogas. Estive preso em mais de 60 cadeias e fui internado em 10 hospitais psiquiátricos, passando cinco anos aproximadamente de minha juventude preso nestes depósitos de doentes mentais.
Em 1965, conheci a maconha por influência dos Beatles e em 1969 através do festival de Woodstock, na contra-cultura sexo, drogas e rock and roll, tornei-me um viciado nas drogas em geral.
No início dos anos de 1970, o LSD, a maconha, os estimulantes, o álcool eram um imperativo em minha vida. Meu corpo clamava por novas experiências e na estrada sem destino aplicava em meu organismo chás de cogumelos, xaropes com codeína, substâncias depressoras como algafã em minhas veias, moderadores de apetite, cola de sapateiro, eter, kilene, tira mancha e outras drogas que alguém dissesse ter algum efeito especial.Alucinado, procurava de todas as maneiras encontrar respostas para os meus probelamas familiares e pessoais. Vendia oque tinha e roubava dos meus pais aquilo que eles mais gostavam para vender e comprar um pouquinho de felicidade, "As Drogas".Mas a felicidade que me vendiam era uma ilusão! O efeito passava e a angústia e a aflição aumentavam em meu ser.Tudo era vazio e frio.
As cadeias eram escuras e a lei era severa. Fui espancado, torturado e colocado a ferros tal era a minha loucura. Nos hospitais fui uma cobaia humana. Experiências com drogas como o aldol, anetensol, fernegam, diempax, neozine, akineton, deixavam-me em estado de choque.Na camisa de força era paralisada a minha loucura mas em minha mente o inferno era uma realidade.Meus ídolos e amigos começavam a morrer por doses excessivas, suicídio, assassinados e por doenças. Caem para a direita e para a esquerda.A morte seguia meus passos dia após dia.
Jimmy Hendrix é encontrado morto afogado no seu próprio vómito por uso de drogas.
Janis Joplin é achada morta por overdose.
Brian Epstain empresário dos Beatles morto pelas drogas.
Meu querido amigo Hugo, filho de um famoso empresário de Curitiba, no dia 24 de dezembro de 1973, tira a sua vida, dando um tiro em sua cabeça, por uso de drogas.No dia 31 de dezembro de 1973, na Igreja Santa Terezinha, recebo das mãos de sua prima, na missa de sétimo dia, o pequeno folder com a foto do meu amigo morto pelas drogas.
Cláudia Lessin Rodrigues é encontrada morta dentro de uma mala num precipício no Rio de Janeiro, por participar de um embalo de drogas.
Elis Regina morre por uso de coaína.
Meu amigo Cícero, de motocicleta, morre esmagado pelas rodas de um caminhão quando estava sob o efeito das drogas.
Oscar é assassinado com 50 facadas.
Edu morre na roleta russa por uso de drogas.
Tadeu dá um tiro na barriga e morre por causa das drogas.
Miltinho é encontrado morto em sua casa de praia por álccol e drogas.
Tell dá um tiro no ouvido.
Elvis presley morre sufocado no carpet do banheiro de sua mansão por excesso de drogas.
Minha vida não vale nada. Sou um farrapo humano.Sou uma vergonha para os meus pais. Na sargeta bebendo e fumando maconha sou um lixo para a sociedade.Nada mais fazia sentido!Tudo era vazio e correr atrás do vento. O suicídio era o último recurso.Tentei matar-me por várias vezes e na última tentativa tive os meus pés esmagados pelas rodas de um carro. Quando a polícia chegou, encontraram-me com os bolsos cheios de maconha, alcoolizado e agonizando no chão da amargura. Levantaram-me e obrigaram-me a andar a base de socos e cacetadas com os meus pés quebrados.
No hospital a notícia da morte de John Lennon, no Central Park, em New York, assassinado com quatro tiros por um jovem viciado em LSD.A droga que Lennon pregou o matou.O Sonho Acabou! John Lennon esta morto. O mundo psicodélico, a paz e o amor. O Submarino Amarelo.Diga não à guerra.Imagine!Cantava ele.
Entretanto, o seu protesto com as drogas o mataram e eu naquele hospital me perguntava a mim mesmo, e agora?Para onde eu vou?Minha vida! Que vida!Sou um doente.Estou morrendo…No dia seguinte, em minha casa, recebo a visita de duas missionárias, que me presentearam com dois livros intitulados"A Cruz e o Punhal", do pastor David Wilkerson e "Foge Nick, Foge", do próprio Nick Cruz. O testemunho deste dois homens e autores deste livros, sobre as Boas Novas em Cristo Jesus, acenderam uma luz no fundo do túnel. Uma vela se acendia na escuridão de minha vida. Fiquei impressionado com a transformação da vida de jovens piores do que eu através do conhecimento do filho de Deus, Jesus Cristo.Jesus Cristo que eu conhecia apenas com ídolo-mor do movimento hippie, era agora, através deste livros, apresentado-me como uma pessoa viva e que Nele residia a plenitude da Divindade.
Fui então, encaminhado por um pastor americano, chamado Geraldo Steel, ao Programa de Recuperação Nova Vida -"CRENVI", que por sua vez, através do pastor Lori Massolin, encaminhou-me ao Desafio Jovem de Brasília. Ali, durante um ano, lí pela primeira vez as Sagradas Escrituras (Bíblia), e entendi o plano de Deus para a minha vida e aceitei o Senhor Jesus como meu salvador e libertador.
Aprendi que se alguém esta em Cristo Jesus é nova criatura e a coisas velhas se passaram e tudo se fez novo. Entendi que Jesus é o caminho, e a verdade e a vida e que ninguém vai ao Pai se não por Ele. O preço pago pela minha recuperação e salvação foi um preço muito alto:"Foi o preço do sangue do Filho de Deus derramado por mim naquela cruz".Salomão no livro de Eclesiastes 3:2 diz: "…há tempo de plantar e tempo de colher o que se palntou".
Embora hoje vitorioso sei, que durante dezessete anos de minha vida não plantei nada de bom, nada construí de válido para mim , minha família (meus pais, que Deus os tenha), para meu irmãozinho Ivam Rogério (que Deus o tenha) e para a minha sociedade, sei que essses anos representam um vazio para minha vida. Avalio oque perdi (papai, mamãe, meu irmão e meus amigos) pela felicidade que sinto hoje na convivência com minha nova família (Lili minha espôsa querida, Marina a filha abençoada e o Lucas o filho amado) que Deus na sua imensa bondade concedeu a filho perdido que foi achado, depois de meu arrependimento e recuperação, em Cristo Jesus.
Hoje sinto-me um devedor da graça que recebi e transmito o meu testemunho à sociedade na esperança de que, com ajuda de Deus e da sociedade, juntamente com minha família, possa educar os jovens e afastá-los deste mal que tanto me prejudicou e tem destruído a obra perfeita de Deus, "A FAMÍLIA".
OBRIGADO SENHOR JESUS
SERGIO JOSÉ DE ABREU

1812: A GUERRA DO CÂNHAMO

O Cânhamo já foi o maior negócio do mundo. Sua fibra movia os navios do planeta e toda a economia mundial dependia dos produtos extraídos da planta da maconha. A Rússia fornecia 80% do cânhamo usado no Ocidente e era a melhor fabricante de velas, cordas e redes para a navegação. A Grâ-Bretanha comprava 90% de seu cânhamo naval da Rússia. A cada dois anos, um navio precisava substituir de 50 a 100 toneladas de velame e cordame de cânhamo. Não havia substitutos eficientes - as velas de linho, por exemplo, apodreciam em três meses ou menos, devido à salinidade do ar.
1803 a 1814 Temendo que a Revolução Francesa se espalhasse, a armada britânica bloqueia os portos da França. Em 1807, Napoleão e o czar Alexandre assinamo o Tratado de Tilset, para impedir que o cânhamo chegasse à Grã-Bretanha, destruindo assim sua Marinha. 1807 a 1814 A Inglaterra declara que qualquer navio que comercializar com Napoleão será considerado inimigo. Cargueiros americanos são arrestados e suas tripulações "recrutadas" para contrabandear cânhamo russo para a Armada Real. Napoleão exige que o czar permia a presença de tropas francesas em Kronstadt, para que o tratado seja cumprido. O czar diz "não" e, em 1810, Napoleão arma um exército para invadir a Rússia. 1811 a 1812 A Inglaterra, de novo aliada comercial da Rússia, continua impedindo os navios americanos de negociar com o resto da Europa. Napoleão marcha para Moscou mas é derrotado pelo rigoroso inverno. 1812 a 1815 A Inglaterra encontra-se mal de finanças e em dezembro de 1814 a paz com os EUA é assinada. A Inglaterra derrota Napoleão em 18 de junho de 1815 em Waterloo.
DERIVADOS DA CANNABIS
Sementes As sementes de maconha produzem óleo para alimentação, lubrificação e combústivel, além de tintas e vernizes. As sementes são uma excelente fonte de proteína, com as quais se podem fazer sopas e mingaus.

Folhagem A maconha é usada para aliviar dores e stress e no tratamento de doenças como glaucoma, asma e náuseas provocadas pela quimioterapia.
As folhas e flores são fumadas com objetivos religiosos e recreativos.
Caule Depois de seco, o caule é quebrado e separado em duas partes: fibra e polpa. Com a fibra se fazem tecidos para roupas, cortinas, tapetes etc.
O que sobra do talo é uma polpa com 77% de celul9ose, que pode ser transformada em papel, tinta, materiais para construção, plásticos, carvão, metanol e óleo diesel. O papel de cânhamo é mais fácil e barato de ser feito, não se desgasta com o uso e dura de 50 a 100 vezes mais do que os outros. Raízes Por serem mais profundas, as raízes ajudam a segurar e a revigorar o solo, controlando a erosão.
Fonte: The emperor wears no clothes, de Jack Herer